terça-feira, 17 de janeiro de 2017

                                                            

                                                              Marcas do que se foi



  Olhando para minha turma do maternal 2 ( 3 a 4 anos) vejo meus estudos atrelados com minha pratica diária com os meus alunos.

   Certo dia li uma frase de Paulo Freire que passei a usar em minha vida e nunca mais saiu de minha mente, dizia "Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender."Uma frase simples que acredito que a maioria dos educadores conhece, mas com um enorme significado para mim, pois através dela passei a perceber que era eu que ganhava com cada pergunta ou cada conversa com meus pequenos.E uma vez que eram eles que me davam o suporte para concluir meus trabalhos foi eu que muito aprendi com eles.

 Seja através de uma curiosidade da trilha da formiga ou do ninho de passarinho, vinham as perguntas e juntos formulávamos as hipóteses para conseguirmos as respostas.

  

  

   

  
  

   
    

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


Descobrindo uma centopeia:

Primeiro semestre de 2016, com minha turma atual do maternal II a 3 à 4 anos. Enquanto brincavam na pracinha descobrem uma centopeia. Eles observam com atenção e cuidado o pequeno animal peçonhento. E logo chegam a conclusão de que é uma cobra. Logo intervenho pedindo para que observem os pés e indago se cobra tem pé, eles respondem que não, logo respondo que é o mesmo bichinho que temos exposto no cartaz da sala  (onde fica a rotina ), uma CENTOPEIA.


Analisando a foto, vejo o quanto foi bom ter retratado aquele momento de descobertas, se eu não tivesse feito, penso que não teria me recordado desse momento de aprendizagem.





domingo, 15 de janeiro de 2017




                

  As palavras desaprovação da profa Carmem Craidy e do pedagogo José Pacheco nas entrevistas propostas para leitura na interdisciplina de Escola, Projeto pedagógico e Currículo  só enfatizam minha opinião sobre a Medida provisória, reforma do ensino médio. A reforma que propõe a implantação aumento da carga horária, priorizando as disciplinas de português, matemática e inglês e tornando não obrigatório as de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação física.

  Pacheco nos diz que temos um modelo de escola do século 19 para alunos do século 21 e professores do século 20, a partir desta ideia entendo que a medida provisória é como "colocar remendo velho em roupa nova", pois não conserta o modelo antigo de ensino que  se refere o pedagogo e sim tende a atenuar as problemáticas na educação que gritam por soluções com urgência.

  Entendo como ações infundadas do governo em desobrigar disciplinas que estimulam o pensamento como filosofia e sociologia, que desenvolvam a criatividade e o lúdico como Artes e sendo tão contraditório em um tempo que a medicina e a mídia pregam atividades físicas e vida saudável e onde o numero de crianças e adolescentes obesas cresce em disparada  como desvalorizar a educação física? 

  Para mim foi inspirador assistir o vídeo sobre a metodologia de educação da Finlândia, que assim como acontece na Escola da Ponte de Portugal fundada por José Pacheco, os seus alunos constroem seu aprendizado  de uma forma autônoma e prazerosa, vivenciando a cidadania e tendo espaço da criança ser criança.Entretanto sabemos que a nossa realidade é bem diferente da Finlândia e assim como diz Craidy  "Qualquer reforma de ensino pressupõe a organização física, a organização do sistema de ensino e a formação de novos professores na perspectiva da nova reforma."  Mas analisando a realidade que nos cerca, penso que estamos longe disto.
   


  
  

   

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

                                                




                                           projeto de aprendizagem





  Apesar de ter passado quase um ano estudando e pesquisando com meu grupo uma maneira de construir o nosso projeto de aprendizagem, ainda me sinto em processo de aprendizagem no que diz respeito ao assunto.
       
   Na aula do seminário integrador IV do dia 01/06/16, professor Crediné nos dá orientações de como construir um mapa conceitual, peça fundamental que deve conter o trabalho solicitado.Ele diz "o aprender é uma grande teia."

  Escolhemos a pergunta:" porque a cada ano que passa mais crianças estão chegando a escola com diferentes problemas psicológicos e neurológicos?"Escolhendo nome do titulo do trabalho de "criança problema".


  Mais tarde por sugestão do professor crediné nosso grupo de seis componentes se divide em dois. Então, nosso grupo decide trocar o nome da pesquisa para"que criança é essa"? Mas a pergunta continuava a mesma.



  Entre as certezas provisórias e as dúvidas temporárias íamos complicando cada vez mais o assunto, pois colocamos muitas questões a serem pesquisadas, desconhecendo o verdadeiro objetivo da pesquisa que era aprender construir um projeto de aprendizagem e um mapa conceitual, para mais tarde poder colocar o método em prática com nossos alunos.


  Nas idas e  vindas , chegamos a conclusão que nossa pergunta estava bastante complexa e através das orientações dos professores Rosane e Daniel mudamos a pergunta para "falta de limites gera agressividade na infância?" 


O tema sobre agressividade foi escolhido de comum acordo entre eu Nanci e Marina, pois nós três atuamos na educação e enfrentamos o problema em sala de aula.Assim achamos que iria ser produtivo investigarmos sobre um tema que poderia nos acrescentar em nosso trabalho e no curso de pedagogia, uma vez que nossas observações iam ao encontro que a falta de limites poderia sim levar à agressividade, porém precisávamos de evidencias que comprovassem nossas ideias. 


  Constato que muito me enriqueceu a realização desse projeto, porque, através dele pesquisamos, questionamos, debatemos e buscamos novos conceitos, mas confesso que também ficou muito a ser feito estudado, pois um conceito leva a novos questionamentos e novos questionamentos levam a novas respostas com novas dúvidas. 









domingo, 27 de novembro de 2016

                        



  Hoje, enquanto lia os capítulos 1 e 2 de cartas a um jovem cientista, de Edward O.Wilson, observei o tanto de entusiasmo que ele descrevia sua trajetória desde os tempos da adolescência onde coletava borboletas e formigas até sua ousadia na caça as cobras. O autor fala de seu aprendizado através das descobertas , enquanto fazia o que gostava.

  Reflito, enquanto é importante que as crianças desde cedo possam ser provocadas  por eventos que instiguem a sua curiosidade para irem em busca de novas descobertas.Penso quantos talentos que poderiam estar trabalhando para o bem da humanidade, estão escondidos, porque não tiveram o olhar que daria a oportunidade  de descobrir suas habilidades.
  
  Acredito, que as descobertas fazem parte de nossas vidas. Fizemos descobertas  desde que nascemos até o fim de nossos dias, pois sempre temos muito que estudar e aprender.

  Edward Wilson, nos diz "ponha paixão na frente dos estudos."O autor se faz como um grande exemplo para mim, pois quando fizemos o que nos é prazeroso tudo flui  para o melhor. E acredito que com as crianças não se faz diferente, pois quando se interessam por algum assunto, seja ele em em formato de brincadeira , filme ou contação de história, eles concentram a atenção e participam com entusiasmo.
  

                    

domingo, 16 de outubro de 2016

                                        
                                               

                                                 O saco mágico



  A partir da leitura do texto "ensino de ciências e a educação infantil" de Russel da Rosa, proposto na interdisciplina de representação do mundo pelas ciências naturais pude me apropriar de conceitos de aprendizagens que me despertaram ideias de como abordar os temas relacionados a ciências de uma forma lúdica através de jogos simbólicos, faz de conta de personagens da literatura e da televisão.

  Ao realizar o experimento  do "saco mágico" com meus alunos do maternal II, evidenciei muita emoção e concentração naqueles lindos rostinhos dos pequenos de três e quatro anos de idade.
 Como diz no texto de Russel, mencionado acima ..."na educação infantil é fundamental que os temas sejam abordados de forma lúdica através de jogos simbólicos do faz de conta, de personagens da literatura e da televisão e etc..." Diante disso convidei-os para participar da atividade com um convite para participar de um "experimento de mágica". 

  
 Reparem na foto que o menino que brincava perto da porta não mostrou interesse em participar da atividade, mas no decorrer em que o experimento se desenvolvia  mostro-se cada vez mais interessado, até que se juntou ao  grande grupo.

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                                                            Vivendo a matemática
  

  A partir do texto alfabetização matemática nas séries iniciais: o que fazer? das autoras Edvânia Mª da Silva Loureço, Vivian Tammy Baioch, Andressa Carvalho Teixeira, que consiste em evidenciar importância da matemática nas séries iniciais, refleti  que a matemática está presente em nossa vida,  como o mundo das letras. Ela se manifesta desde o nosso nascimento como data de nascimento, peso, altura, até todos os acontecimentos no decorrer de nossa vida. O que não se faz diferente em minha prática de sala de aula, onde procuro inserir os números nas atividades diárias.

  Trabalho com uma turma de maternal II, faixa etária de 3 a 4 anos, através da leitura do texto percebi  quanto a classificação e a seriação estão presentes na organização dos materiais e nas brincadeiras em sala de aula. Segundo Toledo, citado no texto do artigo em evidência, nos diz que "enquanto a classificação repete as semelhanças entre os elementos, a seriação trabalha mais com as diferenças entre eles".

  É incrível como as crianças se acostumam a classificar os objetos de sala de aula: carrinhos pequenos agrupados para um lado, tesouras para outro, colas coloridas separadas por cor.  

  Neste jogo que demonstro nas imagens abaixo os materiais são agrupados do maior ao menor e as cores são posicionadas degrade e os numerais caminham em ordem decrescente. A seriação acontece das das três formas.