quinta-feira, 26 de janeiro de 2017



Resultado de imagem para figuras de formigas trabalhando     A pesquisa através da observação




 Hoje pesquisando em meus materiais de estudos afim de realizar os textos para este blogger, revi os vídeos, onde Pedro Demo fala em "educar pela pesquisa". Logo pensei de como estou oportunizando esse tipo de aprendizado para meus pequenos alunos da educação infantil. 

                                                     
 Pedro Demo diz que o aluno que pesquisa aprende muito melhor do que aquele que escuta a aula, partindo dessa sua ideia, ele ainda rebate dizendo que a educação infantil é sábia, pois não da aula e sim atividades. Avaliando os conceitos do autor analiso o processo de a aprendizagem de meus alunos de maternal II, 3 a 4 anos.

  Um dos trabalhos que considero ser de pesquisa, que realizamos neste ano que passou, foi a observação das formigas carregando alimento para se abastecer no" inverno".O que chamou à atenção de todos foi que iam enfileiradas por uma trilha, que parcia ter sido feita por uma pessoa, mas não, foi pura obra desses minúsculos bichinhos da natureza.  E todas iam pegar pedacinhos de folhinhas só da árvore de laranjeira e isso logo chamou à atenção das crianças, pois a pracinha estava cheia de vegetação. Mas logo vieram as hipóteses: "é porque dessa árvore é mais docinha por causa truta!" Mas logo outro colega rebatia: " elas só sabem ir por aqui." dizia o menino apontando para a trilha.

  O legal é que a curiosidade partiu de todos e particularmente de mim mesma. E todos os dias quando íamos brincar na praça, todos nós nos lembrávamos de ver o que as formigas faziam. O interessante é que esses acontecimentos iam acontecendo no decorrer do mês de maio, quando o frio começava a chegar, e para minha surpresa ultrapassou o mês de junho, chegando o mês de julho. Mas formiga trabalha no inverno? ou a natureza esta sofrendo mutações? Talvez se me relatassem os fatos não acreditaria, pensaria que poderia haver alguma confusão, mas não, foi eu e meus pequenos investigadores que constatamos as ações das formigas.

  Ilustrando a nossa pesquisa, assistimos o filme "Vida de Inseto",onde novos olhares e questionamentos foram lançados para o filme.

   


Referencias:

https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&feature=share


  

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017


           
           O aprendizado que não esquecemos

Resultado de imagem para figuras de flor de hibisco

                                                  



  Hoje enquanto caminhava pela rua observei uma vó que vinha em direção contraria, conversando com seu neto. O que me chamou a atenção foi a devoção que a senhora dava ao pequeno ( que deveria ter em torno de quatro anos), com quem vinha pela mão . Eles analisavam uma vegetação na calçada, O menino dizia: _ E essa vó? 

  _ Essa florzinha é hibisco, o chá é ótimo para emagrecer. Emagrece, mesmo!

  Ao escutar esse rápido, porém, para mim muito rico, dialogo, aprendi muito. Lembrei-me das aulas que falavam no olhar, no escutar e prestar a atenção no que as crianças dizem. E a aquela interação entre gerações tão distantes me mostraram que aprendemos e ensinamos em simples ações do dia a dia.

  É provável que fique gravado para sempre na memória daquele pequeno garotinho  como é uma flor de  hibisco e que a planta serve para emagrecer, e sempre quando olhar uma florzinha dessas lembrara de sua vó.

 Todas as experiencias que tive quando criança, em que pude extrair aprendizados nunca mais me esqueci, mesmo elas sendo de origem empíricas, contadas por minha mãe ou minha avó, mas que hoje já encontramos explicações cientificas, como "não tomar banho depois de encher o estomago" ou "não ficar em baixo de árvores quando o tempo esta com relâmpagos", e as explicações vinham sempre com uma contação de história, onde o personagem era alguém que se deu muito mal...


   

  



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domingo, 22 de janeiro de 2017

                      


                Aprendendo através de descobertas

  Nas aulas da interdisciplina de Representação do Mundo pelas ciências, vimos que a observação e os experimentos são elementos primordiais para que as crianças formulem perguntas criarem hipóteses para que através disto construam seu conhecimento.

  Um exemplo do que me refiro foi em nossa primeira aula da disciplina no dia 05/10/2016, em que assistimos o vídeo onde as crianças na faixa etária de  6 a 7 anos de uma escola da Ilha dos Marinheiros  considerada com baixo nível de alfabetização,   participam de experimentações proporcionadas por pesquisadores da Universidade Federal.

  O objetivo da atividade foi de promover descobertas através de experimentos científicos desenvolvendo mecanismos do cérebro que são muito parecidos  com as  áreas cerebrais envolvidas na alfabetização.

  Achei incrível como as crianças se mostravam envolvidas e entusiasmada ao realizar os experimentos, a carinha de atenção enquanto observavam o pão crescendo no forno, e a alegria na descoberta que o pão só crescia com fermento.Mas também a carinha de decepção ao responderem que não sabiam ler quando questionados sobre o assunto.

  Confesso que tive boas inspirações com as aulas, uma delas foi ter feito com meus alunos do maternal II ( 3 a 4 anos), onde eles se fascinaram quando viram os lápis entrando dentro do saco com água e a água não saia. 

  
   

sábado, 21 de janeiro de 2017

                                             


                                                        Ficção e vida real



  

  Assistindo a mini série "Dois Irmãos", baseado no livro de Milton Hatoum, lembrei-me de situações de comportamento de crianças que presenciei na instituição onde trabalho. Situações essas que levaram a pesquisar com mais interesse em nosso projeto de aprendizagem "Que criança é essa?" proposto pelo seminário integrador IV, com a pergunta lançada "FALTA DE LIMITES GERA AGRESSIVIDADE NA INFÂNCIA?"

  O romance adaptado para tv,conta a história dos gêmeos . Yaqub e Omar.Mas o é comportamento de Omar que mais me chama à atenção, o caçula mimado pela mãe, que essa, por sua vez achava graça e dava desculpas para todos os seus erros.E com base em minhas vivencias e pesquisas no "Projeto de Aprendizagem", acredito  menino cresce sem limites e agressivo por conta desse tratamento permissivo da mãe.

  Em nosso investigação pesquisamos em vários textos sobre o tema proposto no projeto e em síntese constatamos que sim, a falta de limites na infância pode sim gerar agressividade na criança. Como fala o texto "Pais permissivos demais criam filhos tiranos" de Lucia Darzi, segundo Márcia Neder, pesquisadora do núcleo de pesquisa de psicanalise da USP, 'vivemos em uma pedocracia' diz dando o nome do fenônimo das famílias sobre o governo das crianças. 
    

  
  


                                               vivencias matemáticas 


  Na minha época de escola, nunca fui uma aluna nota dez em matemática, sempre passava de ano "raspando".Hoje, através dos estudos, vejo que o que me faltava era base.O que observei neste ano de 2016,em minha pratica em sala de aula, onde atuei na turma do maternal II(3 a 4 anos) e em meus estudos na interdisciplina "Representação do Mundo pela Matemática" que a compreensão matemática pode começar a ser desenvolvida na criança, desde a educação infantil, alicerçando o raciocínio lógico do aluno para que venha a  ter um bom relacionamento com a disciplina nos anos seguintes.
  
  Na leitura do texto "Multiplicação e Divisão a toda Hora" onde as professoras de São Paulo e Recife falam das experiências realizadas nas aulas  utilizando ações do cotidiano para ensinar as operações aritméticas para que seus alunos vivenciem a matéria de uma forma lúdica e concreta. Assim com situações da vida real os pequenos se preparam para criar hipóteses quando lhe forem apresentadas as equações.

  Neste ano de 2016, analiso que usava operações não só de adição e subtração, mas muito também de divisão e multiplicação, como na partilha das peças do jogo de dominó, na divisão de duplas para realizar brincadeiras, e etc..Tentando diariamente oportunizar eventos que desenvolva o raciocínio matemático dos pequenos. 

  
                                                    
                                                      
                                                  

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

                                                            

                                                              Marcas do que se foi



  Olhando para minha turma do maternal 2 ( 3 a 4 anos) vejo meus estudos atrelados com minha pratica diária com os meus alunos.

   Certo dia li uma frase de Paulo Freire que passei a usar em minha vida e nunca mais saiu de minha mente, dizia "Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender."Uma frase simples que acredito que a maioria dos educadores conhece, mas com um enorme significado para mim, pois através dela passei a perceber que era eu que ganhava com cada pergunta ou cada conversa com meus pequenos.E uma vez que eram eles que me davam o suporte para concluir meus trabalhos foi eu que muito aprendi com eles.

 Seja através de uma curiosidade da trilha da formiga ou do ninho de passarinho, vinham as perguntas e juntos formulávamos as hipóteses para conseguirmos as respostas.

  

  

   

  
  

   
    

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


Descobrindo uma centopeia:

Primeiro semestre de 2016, com minha turma atual do maternal II a 3 à 4 anos. Enquanto brincavam na pracinha descobrem uma centopeia. Eles observam com atenção e cuidado o pequeno animal peçonhento. E logo chegam a conclusão de que é uma cobra. Logo intervenho pedindo para que observem os pés e indago se cobra tem pé, eles respondem que não, logo respondo que é o mesmo bichinho que temos exposto no cartaz da sala  (onde fica a rotina ), uma CENTOPEIA.


Analisando a foto, vejo o quanto foi bom ter retratado aquele momento de descobertas, se eu não tivesse feito, penso que não teria me recordado desse momento de aprendizagem.